publicado
em 8/11/2007 às 12:46
Em entrevista a Lílian Féres, Juan Enriquez diz que os brasileiros tem a melhor mente do mundo, mas que o País precisa olhar para a educação cientítica e tecnológica dos jovens da mesma maneira como investe em futebol.
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Interessante e surpreendente que alguém de Harvard tenha que nos dizer isto. Mas sem dúvida que precisaríamos ter pela educação e pela inovação a mesma paixão que temos pelo futebol (sem os vícios dos cartolas). Porém, somente o intento e a paixão não são suficientes. A implementação de um programa como o apresentado pelo governo no ano passado (Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o período 2007-2010) necessita
de um novo olhar sobre o processo em si, coisa que o ILACE (http://www.ilace.org.br) vem defendendo já há algum tempo.
Vejam 2 artigos no site deles:
1) “Clubes para competir no mercado internacional”, que usa o futebol como analogia para uma “Copa do Pensar”.
E 2) Inovação é algo além do existente.
Acho importante o feedback que ele deu a respeito sobre a condição das mentes brasileiras. O potencial do Brasil ainda não foi todo explorado, mas poderia ser com políticas educacionais que focassem no nivelamento do profissionais de tecnologia que estão no mercado com um projeto de médio a longo prazo de investimento em Tecnologia, mas diferente do modelo atual onde o aluno não tem base antes de entrar no ensino médio. Adorei também o exemplo do futebol, a única coisa que discordo é que aqui produzimos muitos craques e poucos times, e o que precisamos na área de educação científica são de times melhores.
Ótimo! Não só pelas perguntas formuladas, bem como pelas respostas, sobretudo quando aborda claramente a necessidade de investimento em educação científica e tecnológica.